Bem assim...

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Rui Barbosa

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Olhar sobre as drogas



No decorrer na carreira policial, observamos o quâo grande é o crescimento do número de usuários desta substância e o que mais surpreende é que grande parte são pessoas conceituadas em determinado local. Isso quer dizer que o uso de Drogas não mais se limita ao cidadão carente de recursos financeiro que passa sua vida na ociosidade pelas esquinas.             

Talvez, o crescimento e ampliação de usuários deva-se a lei 11.343 que não penaliza o uso da droga, conceituando aquele que faz o consumo de usuário, abstendo-o de qualquer sanção penal.

As penalidades (se é que podem assim ser chamadas) que são impostas ao usuário são preconizadas no artigo 28 da lei 11.343 que é conhecida como lei de Entorpecentes. São elas: advertência sobre os efeitos que a droga pode causar, uma prestação de serviços a comunidade e medidas educativas de em que o usuário terá que comparecer a programas ou cursos educativos.

A falta de penalidade ao usuário é o que chamam de “Descriminalização”, que equivale a dizer que usuário que carrega consigo um “baseadinho” (produto ilegal) deve ser tratado como uma pessoa enferma, precisando de auxílio médico. Os policiais que trabalham no meio  operacional, conhecedores das enfermidades enfrentadas pela sociedade, sabem que na realidade as coisas não são tão adoráveis como a lei descreve. O cidadão que carrega em seu bolso uma pequena quantia da erva, nem sempre é uma pessoa dócil, ou mesmo fragilizada. Sabedores do que diz a lei 11.343 usam do emblema “usuário” para ironizar o trabalho policial. Muitos casos observados é que o tráfico modificou-se, agora, vender-se a granel, na tentativa de driblar a constatação do crime pelo Estado.

Em contato que as mais diversa personalidades consumidoras de drogas, observa-se que em grande parte fazem uso sem o mínimo de conhecimento dos malefícios que podem sofrer. Não conseguem sequer notar a transfiguração da face, do modo de ser vestir, e principalmente a falta de socialização. O abandono familiar é corriqueiro, principalmente nas famílias em que a miséria é notória. Com tão pouco  que há dentro de casa, ainda furtam para trocar em drogas.

Consigo classificar três tipos de usuários, não utilizando metodologia científica e sim a experiência da repressão a substâncias entorpecentes:

O primeiro tipo é aquele que  realmente necessita de tratamento, não têm forças para se livrar do mal. Seu corpo e sua mente o comandam. Realmente esta doente em razão do consumo diário.

O segundo tipo é aquele cidadão malandro, vive do crime, faz o uso constante de drogas, mas não esta escravo dela. É o famoso “Pila”.

O terceiro tipo são as pessoas estudadas e esclarecidas, mas de personalidade fraca. Faz uso das drogas para se firmar como integrante em determinado grupo. É o caso de muitos jovens que gostam de se reunirem, bebem demasiadamente. Se sentem rebeldes utilizando a droga, só querem curtir a vida.

Com o crescimento de consumidores, evidentemente, cresce a demanda de oferta (Traficantes) que surgem aos milhares pelas esquinas. Enriquecem com as desgraça alheia. Assim vai se formando o ciclo vicioso.